O aquecimento global é um dos maiores desafios atuais, com a Terra apresentando um aumento de temperatura em torno de 1,1°C desde o final do século XIX.
Esse aquecimento tem sido impulsionado principalmente pelas emissões de gases de efeito estufa (GEE), que continuam a crescer e agravam uma série de consequências negativas tanto para o meio ambiente quanto para a vida humana.
Diante dessa realidade, torna-se basilar que os países tomem medidas que reduzam as emissões de gases contra a camada de ozônio.
Nesse contexto, surgiu o conceito de Net Zero, que tem ganhado cada vez mais destaque nas discussões ambientais e corporativas. Mas, o que exatamente significa esse termo? Saiba tudo sobre o assunto no post de hoje.
O que é Net Zero?
É um conceito que se refere ao equilíbrio entre as emissões de gases GEE e a remoção destes da atmosfera.
Em termos práticos, atingir o Net Zero significa que qualquer quantidade de GEE emitida por uma empresa, país ou setor é compensada por ações que removem ou neutralizam essas emissões, como o uso de tecnologias de captura de carbono ou a adoção de práticas sustentáveis, como o reflorestamento.
Carbono neutro, o que significa?
O conceito de “carbono neutro” é utilizado há algum tempo e se aplica a determinadas áreas das atividades comerciais. Ele considera exclusivamente as emissões de dióxido de carbono (CO₂), sem incluir outros gases de efeito estufa.
Isso significa que, em uma organização carbono neutro, há o compromisso de monitorar as emissões de CO₂ geradas. Com essas informações, são adotadas estratégias para reduzir essas emissões e compensá-las, seja por meio da diminuição de emissões em outras ações ou pela remoção de uma quantidade equivalente de CO₂ da atmosfera.
GHG Protocolo: Escopo 1, 2 e 3
Para entender plenamente seu impacto climático, os empreendimentos devem medir não apenas as emissões geradas diretamente por suas operações, mas também aquelas associadas às matérias-primas que utilizam e ao uso dos produtos que comercializam. Assim, a avaliação completa envolve a análise de três escopos de emissões:
- Escopo 1: Refere-se às emissões diretas de fontes que a corporação possui ou controla, geralmente ocorrendo no local, como a queima de diesel para operar um caminhão ou a combustão de carvão para gerar eletricidade.
- Escopo 2: Trata das emissões indiretas relacionadas à compra de eletricidade, vapor, aquecimento ou resfriamento. Por exemplo, as emissões do escopo 2 de uma instituição consumidora de eletricidade são equivalentes às emissões do escopo 1 da companhia que gera essa energia.
- Escopo 3: Abrange as emissões indiretas ligadas às atividades que ocorrem ao longo da cadeia de valor, tanto na origem quanto no uso final do produto.
Por que Net Zero?
Um estudo global da Bain & Company revelou que mais de 80% dos consumidores brasileiros estão profundamente preocupados com as mudanças climáticas. Esse sentimento tem gerado um novo comportamento: o consumo consciente.
Para exemplificar, uma pesquisa do Instituto Akatu apontou que 60% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por marcas que demonstram comprometimento com ética e sustentabilidade.
Diante desse cenário, as empresas já reconhecem que o ESG (Ambiental, Social e Governança) é uma ferramenta valiosa para atrair investimentos, conquistar a lealdade dos clientes e reduzir custos operacionais.
Logo, os empreendimentos que não acompanharem essas novas demandas socioambientais correm o risco de comprometer sua reputação e perder espaço no mercado.
Como atingir o Net Zero?
Para atingir o Net Zero, deve-se reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e aumentar a quantidade de gases removidos da atmosfera. Para isso, é possível adotar medidas, como:
- Substituir fontes de energia fósseis por fontes renováveis, como solar, eólica e hidroelétrica;
- Instalar sistemas de iluminação e aquecimento mais eficientes;
- Compostar orgânicos e descartar resíduos corretamente;
- Isolar termicamente edificações;
- Promover o uso de transportes públicos e a mobilidade urbana sustentável;
- Gerir as reduções internas e da cadeia de abastecimento;
- Compensar as emissões difíceis de evitar no curto prazo;
- Criar políticas públicas que estimulem a sustentabilidade nas construções.
Quem precisa?
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) tem destacado o aumento acelerado das temperaturas globais e os impactos adversos das mudanças climáticas nos seres vivos e nos recursos naturais.
Esses efeitos são evidentes na crescente frequência de fenômenos extremos, como inundações, secas severas e temperaturas extremas fora de época.
Portanto, o Net Zero é capital para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e aumentar a captura de carbono na atmosfera, contribuindo para desacelerar o aquecimento global a médio e longo prazo.
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